segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Cultura em São José do Rio Preto

O palco é um mundo sem fronteiras, credos, línguas e conflitos. Espaço democrático que consegue transpor barreiras em busca de um território único e pacífico, cujos principais objetivos são fazer, contemplar e investigar a arte do teatro. O FIT (Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto) procura, a cada ano, unir culturas e raças para celebrar a festa maior do teatro, oferecendo ao público a oportunidade de apreciar as mais diversas formas de expressão que compõem o universo das artes cênicas. Muitas línguas e culturas se misturam em um espetáculo à parte, fazendo com que o FIT não seja apenas mais um evento teatral, e sim uma celebração das artes cênicas e da união entre os povos em torno de um objetivo comum: viver o teatro. O Festival de Teatro de Rio Preto propõe um mergulho nos processos, nos métodos, nas estratégias da teatralidade contemporânea. Investiga um teatro questionador, sugestivo, provocador, híbrido. A desconstrução do teatro, o não-teatro, a conexão com a dança, as artes visuais, a música, a literatura, a tecnologia. Estrategicamente, traduz uma arte de escolher onde, quando e com quê travar o combate-espetáculo. O Festival ocupa territorialmente esse espaço e se dispõe a essas estratégias. Baseia-se na criatividade, intuição e capacidade de síntese, a partir de uma base sólida, mas sem opor-se ao risco. Se opõe ao cômodo, deixando-se deitar em cama de pregos. Se abre às mesclagens com as outras artes, amplia o horizonte do fazer artístico.

O festival acontece no mês de julho na cidade de São José do Rio Preto - SP.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

A origem do teatro


O teatro que surgiu na Grécia Antiga era diferente do atual. Os gregos assistiam às peças de graça e não podiam freqüentar o teatro quando quisessem. Ir ao teatro era um compromisso social das pessoas. Os festivais de teatro tinham grande importância. Dedicados às tragédias ou às comédias, eles eram financiados pelos cidadãos ricos sendo que o governo pagava aos mais pobres para que estes pudessem comparecer às apresentações.

Os festivais dedicados à tragédia ocorriam em teatros de pedra, ao ar livre, onde se escolhia o melhor autor pois embora alguns atores fizessem sucesso, os grandes ídolos do teatro eram os autores. As apresentações duravam vários dias e começavam com uma procissão em homenagem ao deus Dioniso, considerado protetor do teatro. A platéia acompanhava as peças o dia todo e reagia com intensidade às encenações.No palco, os atores usavam sapatos de sola alta, roupas acolchoadas e máscaras feitas de panos engomados e pintados, decoradas com perucas e capazes de amplificar as vozes.

A partir do Império Romano que sucedeu a civilização grega, o teatro entrou em declínio. Os romanos preferiam o circo o qual na época era voltado para lutas entre gladiadores e animais.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Inverno em Campos do Jordão

Uma boa dica de viagem no inverno é a cidade de Campos do Jordão, é o mais tradicional refúgio de inverno paulista. Situada na Serra da Mantiqueira, a cidade oferece opções de contato com a natureza além de uma agitada vida noturna. A cidade fica situada a aproximadamente 1.900m de altitude, o que garante um clima frio, principalmente no inverno.
Existem muitas casas construídas no estilo Alpino em Campos do Jordão, o que rendeu à cidade o apelido de "Suíça Brasileira". O apelido também pode muito bem se referir à geografia montanhosa do local, rodeado pela Mantiqueira, o que favorece a prática do montanhismo e faz a alegria de quem quer respirar um pouco de ar fresco.
Na parte urbana de Campos do Jordão há muito que se fazer, principalmente no inverno. Existem muitas opções de bares, casas noturnas e restaurantes. No mês de julho acontecem eventos culturais, sendo o Festival de Inverno, de música erudita, o mais importante e famoso deles. Também há os passeios de teleférico, bonde e trem, onde o visitante pode apreciar a beleza da arquitetura local e das formações montanhosas ao redor da cidade.
Para quem gosta do contato com a natureza, há várias trilhas curtas em torno da cidade que podem ser percorridas durante uma manhã, tanto a pé quanto de mountain bike. Para os mais radicais, há a opção do vôo-livre a partir do Pico do Agudo ou a escalada na Pedra do Baú.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Onze Minutos

Apesar de socialmente a prostituição ser conhecida como a mais velha das profissões, em realidade ela constitui a segunda mais antiga, pois a “prática curativa”, através dos feiticeiros e xamãs (futura medicina) nasceu antes. Ao contrário do que se pensava nos anos 80, século passado, com o advento do HIV e da aids, a prostituição não foi de forma alguma extinta. Aconteceu exatamente o oposto, o número de pessoas de ambos os sexos, que aderiram a ela, aumenta a cada dia, tanto nas grandes como nas pequenas cidades.
Não se nasce prostituta. A prostituição não é uma doença determinada por algum gene moralmente desencaminhado. É, sim, uma doença social, originada nas redes das instâncias econômicas, educacionais e morais da sociedade.
Uma boa dica de leitura é o livro Onze Minutos, do autor Paulo Coelho (editora Rocco, 2003), o livro é baseado na história real de uma prostituta brasileira que trabalha na Suíça. Em seu duro aprendizado sobre os enigmas do amor e o prazer da sexualidade, ela amadurece precocemente e vê os sonhos de felicidade que alimentou na adolescência tornaram-se cada vez mais distantes. Solidão, desencanto, dissociação entre corpo e alma são parte de sua vida, mas ela ousa sair à procura do poder arrebatador da paixão. Por meio da história de Maria, Paulo Coelho aborda o lado sagrado do sexo.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Móbiles humanos no FIT

Está acontecendo em Rio Preto, de 9 à 21 de julho de 2007, a 7ª edição do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto. Dentre várias, uma peça chama a atenção do público, a qual estive presente para conferir, no Centro de Eventos da cidade. Trata-se do espetáculo “Mobile Homme”, que conta com oito atores que ficam pendurados a 40 metros de altura em um imenso guindaste. A companhia francesa Transe Express criou esse móbile humano há 17 anos.
O espetáculo ocorre em dois atos: a primeira parte, chamada Les Tambours, constitui-se em um cortejo musical conduzido por soldadinhos de chumbo que, ao ganharem vida, dão o tom da trilha sonora que acompanhará toda a performance; já na segunda parte, o pelotão é erguido pelo guindaste-móbile e continua sua apresentação pelos ares.
Todos os artistas são percusionistas e têm de aprender a dominar o circo, a dança e o teatro, artes necessárias para apresentação nas ruas. E uma participação muito especial nesse espetáculo, foi a da fanfarra da Escola Municipal Profº Darcy Ribeiro, de Rio Preto. Os 40 integrantes deram um show na apresentação junto com a companhia francesa.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

A mulher e o pássaro - final

Todos os dias ela olhava o pássaro. Ali estava o objeto de sua paixão, e ela mostrava para suas amigas, que comentavam: “Mas você é uma pessoa que tem tudo”. Entretanto, uma estranha transformação começou a processar-se: como tinha o pássaro, e já não precisava conquistá-lo, foi perdendo o interesse. O pássaro, sem poder voar e exprimir o sentido de sua vida, foi definhando, perdendo o brilho, ficou feio – e a mulher já não prestava mais atenção nele, apenas na maneira como o alimentava e como cuidava de sua gaiola.
Um belo dia, o pássaro morreu. Ela ficou profundamente triste, e vivia pensando nele. Mas não se lembrava da gaiola, recordava apenas o dia em que o vira pela primeira vez, voando contente entre as nuvens.
Se ela observasse a si mesma, descobriria que aquilo que a emocionava tanto no pássaro era a sua liberdade, a energia das asas em movimento, não o seu corpo físico.
Sem o pássaro, sua vida também perdeu o sentido, e a morte veio bater em sua porta. “Por que você veio?”, perguntou à morte.
“Para que você possa voar de novo com ele nos céus”, a morte respondeu. “Se o tivesse deixado partir e voltar sempre, você o amaria e o admiraria ainda mais; entretanto, agora você precisa de mim para poder encontrá-lo de novo”.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

A mulher e o pássaro

Era uma vez um pássaro. Adornado com um par de asas perfeitas e plumas reluzentes, coloridas e maravilhosas. Enfim, um animal feito para voar livre e solto no céu, alegrar quem o observasse.
Um dia, uma mulher viu este pássaro e se apaixonou por ele. Ficou olhando o seu vôo com a boca aberta de espanto, o coração batendo mais rápido, os olhos brilhando de emoção.
Convidou-o para voar com ela, e os dois viajaram pelo céu em completa harmonia. Ela admirava, venerava, celebrava o pássaro.
Mas então pensou: talvez ele queira conhecer algumas montanhas distantes! E a mulher sentiu medo. Medo de nunca mais sentir aquilo com outro pássaro. E sentiu inveja, inveja da capacidade de voar do pássaro.
E sentiu-se sozinha.
E pensou: “Vou montar uma armadilha. A próxima vez que o pássaro surgir, ele não mais partirá”.
O pássaro, que também estava apaixonado, voltou no dia seguinte, caiu na armadilha, e foi preso na gaiola.

Continua...