Apesar de socialmente a prostituição ser conhecida como a mais velha das profissões, em realidade ela constitui a segunda mais antiga, pois a “prática curativa”, através dos feiticeiros e xamãs (futura medicina) nasceu antes. Ao contrário do que se pensava nos anos 80, século passado, com o advento do HIV e da aids, a prostituição não foi de forma alguma extinta. Aconteceu exatamente o oposto, o número de pessoas de ambos os sexos, que aderiram a ela, aumenta a cada dia, tanto nas grandes como nas pequenas cidades.Não se nasce prostituta. A prostituição não é uma doença determinada por algum gene moralmente desencaminhado. É, sim, uma doença social, originada nas redes das instâncias econômicas, educacionais e morais da sociedade.
Uma boa dica de leitura é o livro Onze Minutos, do autor Paulo Coelho (editora Rocco, 2003), o livro é baseado na história real de uma prostituta brasileira que trabalha na Suíça. Em seu duro aprendizado sobre os enigmas do amor e o prazer da sexualidade, ela amadurece precocemente e vê os sonhos de felicidade que alimentou na adolescência tornaram-se cada vez mais distantes. Solidão, desencanto, dissociação entre corpo e alma são parte de sua vida, mas ela ousa sair à procura do poder arrebatador da paixão. Por meio da história de Maria, Paulo Coelho aborda o lado sagrado do sexo.
